Para que serve um DRE?

Quando uma empresa apresenta sua DRE de forma correta, ela dá diversas informações a todos os que possam se interessar nas finanças da companhia, conhecidos como stakeholders.

Ela dá ao administrador da empresa uma dimensão de como está a evolução das vendas, mostra se houve um adequado controle de custos, evidencia o tamanho dos gastos da empresa com a parte administrativa, com a parte tributária, despesas financeiras e etc.

Já para os investidores, o DRE mostra aquilo que mais importa a qualquer detentor de uma ação ou participação na empresa, que é o o Lucro. Através da DRE o investidor consegue mensurar qual foi o valor gerado pela empresa e qual será sua parte neste resultado.

Para os bancos, o demonstrativo mostra o quão eficiente é a empresa e pode-se calcular também a possibilidade dela em devolver o dinheiro tomado emprestado para girar suas atividades.

O cálculo que o banco faz é chamado de alavancagem, a apuração do EBITDA versus a Dívida Líquida para saber por quantos anos a empresa precisa continuar operando para pagar suas obrigações.

Importante!

Todas as contas de uma DRE devem ser apuradas pelo regime de competência, quando todas as contas são registradas no momento em que ocorrem e não na data de seu pagamento, segundo o princípio da oportunidade. 

Deve-se adotar este modelo uma vez que, caso fosse apurado somente as saídas de dinheiro da empresa, os pagamentos e recebimentos estariam descasados e não seria possível mensurar a situação econômica da empresa no momento correto.

Imagine que eu vendi um produto à vista, porém só vou precisar pagar o salário dos meus funcionários daqui a 30 dias. Nesse caso, se eu encerrasse minha DRE hoje, eu teria um lucro maior do que o real sem a contabilização das despesas incorridas, trazendo informações falsas as pessoas que fossem analisar meu balanço patrimonial. 

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